
Estes dias atrás viví algo muito diferente.
Recebemos um menino de 15 anos de idade da Instituição para menores Palmeirinha, que tinha levado um 'xuxo'.
Com esta descrição da policial, várias armas vieram a minha mente... pensei, uma faca comprida ou algo assim, e continuei examinando o garoto.
Na emergência é assim, examinamos o corpo.
Foi aquele teatro de sempre:
- 'que nada... ele tá bem..., coloca ele alí que a gente vai olhar daqui a pouco...', falou alguém sem nem mesmo olhar para o garoto.
Daí quem ficou com cara de ter levado o 'xuxo' foi eu, e o mais interessante... e surpreendente, uma acadêmica me acompanhou com a indignação velada (afinal não podemos demonstrar qualquer sentimento contrário ao da maioria das pessoas).
Mas, quem gosta de briga num consegue ficar quieto e fazer as coisas da maneira mais branda (tenho que melhorar muito, só com Jesus, jejum e muita oração), lá fui eu falar bem alto:
-Coloca ele perto da saída de O², esse 'mininú' num tá bem... vai por mim.
Pois foi dito e feito, foi o tempo de puxar a maca...
Nessas oras eu repito tanto o nome de Jesus, espero que ele me perdoe se for pecado... mas sei que apenas Ele consegue tocar com o seu espírito o coração das pessoas.
O 'mininú' parou de respirar.
Ficou mais azulado ( pois já chegou com uma cor meio cinza no rosto) assumindo a característica que chamamos de 'cianótico'.
Jesus... falei de novo.
Daí foi um corre-corre.
Mas apareceu do nada um anjo, era sim, tenho certeza, um cirurgião que até então eu já tinha visto a atuação dele... não era um especialista e a equipe olhou com desconfiança... mas ele veio atender o 'mininú'.
Jesus... mais uma vez, e só então fiz o que deveria ter feito desde o início: orei... 'auxilie Pai, oriente, ajude-nos'.
E o cirurgião começou a puncionar o mediastino do 'mininú'. O 'xuxo' tinha causado o que chamamos de Tamponamento Cardíaco, e a punção do mediastino e pericárdio é ao mesmo tempo diagnóstico e tratamento, pois a drenagem do sangue que fica retido alí, possibilita o coração bater novamente. Mas o risco da punção causar um dano maior que a do próprio 'xuxo' é muito maior. Ou seja, o que seria feito poderia matar o 'mininú'.
Jesus... use as mão do Dr. D., que seja feita a sua vontade Pai.
Daí aconteceu algo interessante...rs
Olhei para o bolso do Dr. D., e ví um exemplar do 'Tempo de Esperança' dobrado no bolso, digo, meio apertado no bolso pois o livro não cabe direito no bolso do jaleco.
Orei novamente,
Jesus... obrigado.
Recebemos um menino de 15 anos de idade da Instituição para menores Palmeirinha, que tinha levado um 'xuxo'.
Com esta descrição da policial, várias armas vieram a minha mente... pensei, uma faca comprida ou algo assim, e continuei examinando o garoto.
Na emergência é assim, examinamos o corpo.
Foi aquele teatro de sempre:
- 'que nada... ele tá bem..., coloca ele alí que a gente vai olhar daqui a pouco...', falou alguém sem nem mesmo olhar para o garoto.
Daí quem ficou com cara de ter levado o 'xuxo' foi eu, e o mais interessante... e surpreendente, uma acadêmica me acompanhou com a indignação velada (afinal não podemos demonstrar qualquer sentimento contrário ao da maioria das pessoas).
Mas, quem gosta de briga num consegue ficar quieto e fazer as coisas da maneira mais branda (tenho que melhorar muito, só com Jesus, jejum e muita oração), lá fui eu falar bem alto:
-Coloca ele perto da saída de O², esse 'mininú' num tá bem... vai por mim.
Pois foi dito e feito, foi o tempo de puxar a maca...
Nessas oras eu repito tanto o nome de Jesus, espero que ele me perdoe se for pecado... mas sei que apenas Ele consegue tocar com o seu espírito o coração das pessoas.
O 'mininú' parou de respirar.
Ficou mais azulado ( pois já chegou com uma cor meio cinza no rosto) assumindo a característica que chamamos de 'cianótico'.
Jesus... falei de novo.
Daí foi um corre-corre.
Mas apareceu do nada um anjo, era sim, tenho certeza, um cirurgião que até então eu já tinha visto a atuação dele... não era um especialista e a equipe olhou com desconfiança... mas ele veio atender o 'mininú'.
Jesus... mais uma vez, e só então fiz o que deveria ter feito desde o início: orei... 'auxilie Pai, oriente, ajude-nos'.
E o cirurgião começou a puncionar o mediastino do 'mininú'. O 'xuxo' tinha causado o que chamamos de Tamponamento Cardíaco, e a punção do mediastino e pericárdio é ao mesmo tempo diagnóstico e tratamento, pois a drenagem do sangue que fica retido alí, possibilita o coração bater novamente. Mas o risco da punção causar um dano maior que a do próprio 'xuxo' é muito maior. Ou seja, o que seria feito poderia matar o 'mininú'.
Jesus... use as mão do Dr. D., que seja feita a sua vontade Pai.
Daí aconteceu algo interessante...rs
Olhei para o bolso do Dr. D., e ví um exemplar do 'Tempo de Esperança' dobrado no bolso, digo, meio apertado no bolso pois o livro não cabe direito no bolso do jaleco.
Orei novamente,
Jesus... obrigado.